Resposta rápida: Palpitação é a sensação de que o coração está batendo rápido, forte ou falhando, e na maioria das vezes não é grave. Se vier com dor no peito, falta de ar, tontura ou desmaio, é preciso buscar emergência pelo 192.
O que são palpitações
Palpitação é quando a pessoa passa a sentir o próprio coração bater de um jeito diferente. A sensação pode ser de coração disparado, de batidas fortes, de tremor no peito ou de uma batida que falhou. Ela pode ser percebida no peito, no pescoço ou na garganta.
O episódio pode durar poucos segundos ou mais tempo. Segundo o serviço de saúde do Reino Unido (NHS), as palpitações costumam ser inofensivas. Em alguns casos, porém, elas são sinal de arritmia, que é uma alteração no ritmo das batidas do coração. Por isso, os episódios que se repetem precisam de avaliação médica.
A sensação de batida falhando muitas vezes vem das extrassístoles, que são batidas que acontecem um pouco antes da hora. Segundo o Manual MSD, elas são comuns em pessoas sem doença no coração. O que a pessoa sente é a batida seguinte, que vem mais forte depois da pausa.
Causas mais comuns
Muitas vezes, o coração acelera por motivos do dia a dia. Em outras situações, há uma condição de saúde por trás. As causas abaixo são citadas pelo NHS e pela MedlinePlus, biblioteca de saúde dos Estados Unidos.
- Ansiedade, estresse e crises de pânico.
- Exercício físico intenso.
- Noites mal dormidas.
- Cafeína, nicotina, álcool e drogas estimulantes.
- Alguns remédios, como descongestionantes nasais.
- Febre.
- Gravidez e menopausa, por causa das mudanças hormonais.
- Anemia por falta de ferro, que é quando o sangue tem menos capacidade de levar oxigênio.
- Tireoide funcionando em excesso, o hipertireoidismo.
- Doenças do coração, como arritmias e problemas nas válvulas cardíacas.
O que ajuda no dia a dia
Quando não há uma doença causando as palpitações, elas muitas vezes não precisam de tratamento. Algumas mudanças de hábito podem reduzir os episódios, segundo o NHS e a MedlinePlus.
- Diminuir o consumo de café, chás com cafeína, refrigerantes do tipo cola e bebidas energéticas.
- Não fumar.
- Reduzir ou evitar bebidas alcoólicas.
- Cuidar do estresse e da ansiedade com técnicas de respiração e relaxamento, ioga ou meditação.
- Praticar atividade física com regularidade.
- Depois que o médico descartar uma causa grave, evitar ficar prestando atenção nas batidas, porque a preocupação também aumenta o estresse.
Quando marcar uma consulta
Procure um médico em consulta marcada nas situações abaixo, mesmo que os episódios passem sozinhos.
- As palpitações voltam com frequência ou estão ficando mais comuns.
- Os episódios duram mais do que alguns minutos.
- Você já tem alguma doença do coração ou fatores de risco para ela.
- Há casos de problemas cardíacos na família.
- O pulso fica acima de 100 batidas por minuto em repouso, sem exercício, ansiedade ou febre.
- As palpitações mudaram de padrão ou são diferentes das que você costumava ter.
Qual especialista procurar e como é a consulta
O cardiologista é o médico especialista no coração. O clínico geral também pode fazer a primeira avaliação e encaminhar ao cardiologista quando necessário.
Na consulta, o médico pergunta como são as palpitações, quando aparecem, quanto tempo duram e o que você estava fazendo na hora. Também pergunta sobre café, álcool, cigarro, remédios e histórico familiar. Em seguida, examina você.
O exame mais pedido é o eletrocardiograma. Nele, pequenos adesivos colocados na pele registram a atividade elétrica do coração. É rápido e não dói. Se for preciso investigar mais, o médico pode pedir o Holter, um aparelho portátil que grava as batidas do coração por 24 horas ou mais, e o ecocardiograma, que é um ultrassom do coração. Exames de sangue podem ser usados para avaliar anemia, tireoide e sais minerais do sangue, como potássio e magnésio. Quando os sintomas aparecem durante o esforço, o teste de esforço, feito na esteira com o coração monitorado, ajuda a investigar.
Como se preparar para a consulta
Como as palpitações costumam ir e vir, o médico depende muito do que você conta. Anotar os detalhes ajuda bastante.
- Registre a data, o horário e a duração de cada episódio.
- Anote o que estava fazendo e o que tinha comido ou bebido antes.
- Se possível, conte o pulso durante o episódio por 1 minuto.
- Leve a lista de remédios e suplementos que usa.
- Informe casos de doença do coração ou morte súbita na família.
- Leve exames anteriores, como eletrocardiogramas.
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Perguntas frequentes
coração acelerado do nada é perigoso?
Na maioria das vezes, as palpitações não são graves e têm causas como estresse, cafeína ou noite mal dormida. Quando se repetem, duram vários minutos ou vêm com outros sintomas, o médico precisa avaliar. Se houver dor no peito, falta de ar ou desmaio, ligue para o 192.
ansiedade pode deixar o coração acelerado?
Sim. Ansiedade, estresse e crises de pânico estão entre as causas mais comuns de palpitações. Mesmo assim, o médico pode pedir exames para descartar outras causas antes de atribuir o sintoma à ansiedade.
café causa palpitação?
A cafeína é uma causa conhecida de palpitações. Reduzir o café, os chás com cafeína, os refrigerantes do tipo cola e as bebidas energéticas pode diminuir os episódios.
qual exame mostra arritmia?
O primeiro exame costuma ser o eletrocardiograma, que registra a atividade elétrica do coração. Como as palpitações vão e vêm, o médico pode pedir o Holter, que grava as batidas por 24 horas ou mais.
coração acelerado deitado à noite é normal?
Algumas pessoas percebem mais as batidas do coração quando estão deitadas e em silêncio. Se os episódios se repetem ou duram mais do que alguns minutos, vale marcar consulta. Se vierem com falta de ar, dor no peito ou desmaio, procure emergência.
Fontes consultadas
Conteúdo informativo baseado em fontes científicas e órgãos oficiais de saúde. Atualizado em novembro de 2026. Não substitui a avaliação de um profissional.