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Insônia: causas, o que ajuda e quando procurar ajuda

Resposta rápida: Insônia é a dificuldade frequente para pegar no sono, continuar dormindo ou descansar com o sono, e quase sempre tem uma causa, como estresse, hábitos ou outra doença. Mudar os hábitos de sono costuma ajudar, e quando o problema dura meses ou atrapalha o dia, vale procurar uma consulta.

O que é insônia

Insônia é a dificuldade frequente para dormir. A pessoa pode demorar a pegar no sono, acordar várias vezes durante a noite ou acordar cedo demais e não conseguir dormir de novo. Mesmo depois de horas na cama, ela não se sente descansada.

A insônia é de curta duração quando dura menos de três meses e costuma ter relação com um momento de estresse. Ela é considerada de longa duração quando persiste por três meses ou mais, segundo o NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido.

O problema é comum no Brasil. Segundo dados do Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde divulgada pela Agência Brasil, 31,7% dos adultos das capitais e do Distrito Federal têm pelo menos um sintoma de insônia.

Durante o dia, a falta de sono pode causar cansaço, sonolência, irritação e dificuldade de concentração e de memória. Dirigir com sono aumenta o risco de acidentes.

Segundo a MedlinePlus, a insônia é mais comum em mulheres e em pessoas mais velhas. O risco também é maior em quem vive sob muito estresse, tem depressão, trabalha à noite ou em horários que mudam, viaja com frequência entre fusos horários ou leva uma vida pouco ativa.

Causas mais comuns

A insônia quase sempre tem um motivo. As causas mais frequentes, segundo o NHS e a MedlinePlus, biblioteca de saúde do governo dos Estados Unidos, são:

  • Estresse, ansiedade e depressão.
  • Quarto com barulho, muito quente ou muito frio, ou cama desconfortável.
  • Cafeína, álcool, cigarro e outras drogas.
  • Trabalho em turnos ou à noite e viagens com mudança de fuso horário.
  • Dor de longa duração e outras condições, como alterações da tireoide e menopausa.
  • Efeito de alguns remédios.
  • Outros distúrbios do sono, como a apneia do sono, que são pausas na respiração enquanto a pessoa dorme, e a síndrome das pernas inquietas.

O que ajuda no dia a dia

Mudar hábitos costuma ajudar, principalmente na insônia de curta duração. Esse conjunto de hábitos é chamado de higiene do sono. As medidas abaixo são recomendadas pelo NHS:

  • Acordar todos os dias no mesmo horário.
  • Ir para a cama só quando sentir sono.
  • Reservar a hora antes de dormir para relaxar.
  • Manter o quarto escuro e silencioso, com cama, travesseiro e cobertas confortáveis.
  • Evitar celular, televisão e outras telas logo antes de deitar.
  • Fazer atividade física com regularidade, mas não nas 4 horas antes de dormir.
  • Evitar café, chá, álcool e cigarro nas 6 horas antes de dormir.
  • Evitar refeições grandes à noite e cochilos durante o dia.

Cuidado com remédios para dormir

Não tome remédios para dormir por conta própria. Segundo o NHS, remédios para dormir são receitados em poucos casos, por pouco tempo e só quando a insônia é grave e outras medidas não funcionaram. Os produtos vendidos sem receita não curam a insônia, e o NHS orienta falar com um médico antes de usá-los.

Quando marcar uma consulta

Procure uma consulta quando:

  • As mudanças de hábito não resolveram.
  • A dificuldade para dormir dura meses.
  • O cansaço atrapalha o trabalho, os estudos ou a rotina.
  • Alguém percebeu que você ronca alto, faz barulhos de engasgo ou para de respirar enquanto dorme.
  • Você sente tristeza, desânimo ou ansiedade junto com a insônia.

Qual especialista procurar e como é a consulta

A clínica geral é um bom ponto de partida. O clínico procura a causa da insônia, avalia doenças e remédios que possam estar atrapalhando o sono e indica o tratamento.

Segundo o NHS, o tratamento costuma incluir a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a mudar pensamentos e hábitos que impedem o sono. Essa terapia pode ser feita com um psicólogo. Quando a insônia vem junto com ansiedade ou depressão, a psiquiatria também pode ajudar. Se houver suspeita de outro distúrbio do sono, como a apneia, o médico pode encaminhar para uma avaliação específica do sono.

Na consulta, o profissional pergunta a que horas você deita e acorda, quanto tempo demora para dormir, quantas vezes acorda e como se sente durante o dia. Também pergunta sobre trabalho, estresse, uso de café, álcool e remédios, e sobre outras doenças.

Como se preparar para a consulta

  • Faça um diário do sono por uma ou duas semanas, com a hora de deitar, a hora de acordar, os despertares durante a noite e os cochilos.
  • Anote o consumo de café, chá, refrigerante, álcool e cigarro, e em que horário.
  • Liste todos os remédios que você usa, inclusive os comprados sem receita.
  • Se você divide o quarto com alguém, pergunte se a pessoa nota ronco, pausas na respiração ou movimentos das pernas.
  • Anote como a falta de sono afeta seu dia.

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Perguntas frequentes

acordar de madrugada e não conseguir dormir é insônia?

Pode ser. A insônia inclui a dificuldade para pegar no sono, para continuar dormindo e o hábito de acordar cedo demais sem conseguir voltar a dormir. Quando isso acontece com frequência e deixa você cansado durante o dia, vale procurar uma avaliação.

posso tomar remédio para dormir por conta própria?

Não é recomendado. Segundo o NHS, remédios para dormir são receitados em poucos casos e por pouco tempo, e os produtos sem receita não curam a insônia. Converse com um médico antes de usar qualquer um.

qual médico trata insônia?

O clínico geral é um bom ponto de partida para investigar a causa. O psicólogo pode conduzir a terapia cognitivo-comportamental para insônia, e o psiquiatra ajuda quando há ansiedade ou depressão junto.

ansiedade causa insônia?

Sim. Estresse, ansiedade e depressão estão entre as causas mais comuns de insônia, segundo o NHS. Nesses casos, tratar a ansiedade costuma ser parte do tratamento do sono.

cochilar durante o dia atrapalha o sono?

Pode atrapalhar. O NHS recomenda evitar cochilos durante o dia para quem tem insônia, para que o sono aconteça à noite. Manter o mesmo horário para acordar todos os dias também ajuda.

Fontes consultadas

Conteúdo informativo baseado em fontes científicas e órgãos oficiais de saúde. Publicado em 3 de novembro de 2026. Não substitui a avaliação de um profissional.

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