Pele e cabelo

Manchas e pintas na pele: como observar e quando procurar o dermatologista

Resposta rápida: A maioria das pintas é inofensiva, mas uma pinta nova ou que muda de tamanho, formato ou cor pode ser sinal de câncer de pele. Nesses casos, procure um dermatologista, pois o diagnóstico precoce aumenta muito a chance de cura.

O que são pintas e manchas

Pintas são pequenos pontos coloridos na pele. Quase todo mundo tem algumas. Elas podem estar presentes desde o nascimento ou surgir na infância e na adolescência.

Uma pinta comum costuma ser redonda ou oval, com bordas lisas. Pode ser plana ou elevada e às vezes tem pelos. As pintas podem clarear com a idade e escurecer um pouco na gravidez.

Algumas pintas e manchas, porém, podem ser sinal de câncer de pele. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o câncer de pele responde por 33% dos diagnósticos de câncer no Brasil.

Tipos de câncer de pele

  • Carcinoma basocelular: o tipo mais comum. Aparece mais nas áreas expostas ao sol e tem baixa chance de causar morte, podendo ser curado se tratado cedo.
  • Carcinoma espinocelular: o segundo mais comum. Também aparece mais nas áreas expostas ao sol.
  • Melanoma: o menos frequente e o mais agressivo, pois pode se espalhar para outros órgãos. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, quando é descoberto cedo, a chance de cura passa de 90%.

A regra do ABCDE

O autoexame é simples e seguro e serve para perceber cedo tanto pintas novas quanto mudanças nas que já existem. Se a pinta tiver uma ou mais das características abaixo, a orientação é procurar um dermatologista.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda observar cinco características das pintas:

  • A de assimetria: uma metade da pinta é diferente da outra.
  • B de borda: as bordas são irregulares, recortadas ou mal definidas.
  • C de cor: a pinta tem dois tons ou mais.
  • D de dimensão: a pinta tem mais de 6 milímetros.
  • E de evolução: a pinta cresce ou muda de cor, formato ou aspecto.

Outros sinais de alerta

  • pinta nova, ou pinta muito diferente das outras do corpo;
  • ferida ou mancha que não cicatriza;
  • pinta que coça, dói, inflama, forma casca ou sangra;
  • lesão elevada, brilhante, avermelhada ou com várias cores, que sangra com facilidade;
  • vermelhidão ou inchaço que passa da borda da pinta.

O que ajuda no dia a dia

A exposição ao sol é a principal causa do câncer de pele. Os cuidados recomendados são:

  • evitar o sol entre 10h e 16h e procurar sombra nesse horário;
  • usar roupas de manga comprida, chapéu de abas largas e óculos escuros;
  • usar protetor solar todos os dias, com proteção contra raios UVA e UVB e fator de proteção 30 ou mais, inclusive em dias nublados;
  • reaplicar o protetor a cada duas horas em atividades ao ar livre e depois de entrar na água;
  • não usar câmaras de bronzeamento artificial, proibidas no Brasil pela Anvisa desde 2009 para fins estéticos;
  • usar filtro solar em crianças a partir dos seis meses de idade;
  • redobrar os cuidados com o sol se você tem muitas pintas;
  • observar a própria pele com regularidade, com ajuda de um espelho ou de outra pessoa para as costas e o couro cabeludo.

Quando marcar uma consulta e o que acontece nela

Marque uma consulta com o dermatologista, o médico especialista em pele, se uma pinta mudou de tamanho, formato ou cor, se coça, dói, sangra ou forma casca, ou se uma marca nova não some depois de algumas semanas. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda uma consulta com dermatologista ao menos uma vez por ano.

Pessoas com pele clara que queima com facilidade, com muitas pintas, com histórico de queimaduras de sol ou com casos de câncer de pele na família têm risco maior e merecem atenção redobrada.

Na consulta, o dermatologista examina a pele do corpo todo. Se uma lesão parecer suspeita, ele pode retirar a pinta ou um pedaço dela para análise em laboratório, exame chamado biópsia. A retirada cirúrgica também é o principal tratamento do melanoma.

Como se preparar para a consulta

  • anote quais pintas mudaram e desde quando;
  • se possível, leve fotos antigas que mostrem como a pinta era;
  • informe se há casos de câncer de pele na família;
  • conte se você já teve queimaduras de sol fortes, principalmente na infância;
  • evite maquiagem e esmalte no dia, para facilitar o exame da pele e das unhas.

É urgência?

Marque o que você está sentindo agora. Isto não é diagnóstico.

Nenhum sinal de urgência marcado. Agende uma consulta para avaliar com calma.
Ver horários livres

Perguntas frequentes

pinta que cresce é perigoso

Uma pinta que cresce ou muda de cor, formato ou aspecto precisa ser avaliada por um dermatologista. A mudança ao longo do tempo é um dos sinais de alerta mais importantes para o melanoma.

pinta que coça pode ser câncer

Coceira, dor, sangramento ou casca em uma pinta são sinais que pedem avaliação. Nem toda pinta que coça é câncer, mas só o exame feito pelo dermatologista pode confirmar.

o que é a regra do ABCDE

É um guia para observar pintas: assimetria, borda irregular, cor com dois tons ou mais, dimensão acima de 6 milímetros e evolução, ou seja, mudança ao longo do tempo. Se a pinta tiver uma ou mais dessas características, procure um dermatologista.

quem tem muitas pintas tem mais risco de câncer de pele

Sim. Ter muitas pintas está entre os fatores de risco, assim como pele clara, queimaduras de sol e casos de câncer de pele na família. Essas pessoas devem se proteger mais do sol e examinar a pele com regularidade.

pessoa negra pode ter câncer de pele

Sim. O risco é menor em peles mais escuras, mas existe. A proteção solar e a observação da pele valem para todos.

Fontes consultadas

Conteúdo informativo baseado em fontes científicas e órgãos oficiais de saúde. Atualizado em novembro de 2026. Não substitui a avaliação de um profissional.

Agende com quem entende do assunto

Encontre dermatologia com horário livre, particular ou pelo seu plano.

Ver horários livres
Quem procurarDermatologiaVer horários