Resposta rápida: A mpox é uma doença causada por um vírus. Ela provoca feridas na pele e febre e, na maioria das pessoas, melhora em 2 a 4 semanas. Passa por contato próximo com quem está doente. Quem tiver feridas na pele com febre deve procurar atendimento e evitar contato próximo com outras pessoas.
O que é a mpox e qual é o risco hoje
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox. Os sintomas mais comuns são erupção na pele, febre, dor de garganta, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e inchaço dos gânglios, as chamadas ínguas.
As feridas podem aparecer no rosto, nas palmas das mãos, nas solas dos pés, na virilha e nas regiões genital e anal. Elas começam planas, viram bolhas com líquido, secam, formam crostas e caem.
Os sintomas geralmente surgem em até uma semana após o contato, mas podem aparecer entre 1 e 21 dias depois. A doença dura, em geral, de 2 a 4 semanas, e a maioria das pessoas se recupera por completo. Algumas ficam muito doentes. O risco é maior em crianças, gestantes e pessoas com as defesas do corpo enfraquecidas.
Em 5 de setembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o aumento de casos iniciado em 2024 deixou de ser uma emergência de saúde pública de importância internacional. O Ministério da Saúde informa que a maior parte dos casos é leve ou moderada. Os números atualizados de casos no Brasil estão no painel de monitoramento do Ministério da Saúde.
Como a mpox é transmitida
O vírus passa de uma pessoa para outra por contato próximo. Isso inclui contato pele com pele, contato sexual, beijo e proximidade face a face. Também passa pelo contato com as feridas, com os líquidos das lesões e do corpo e com a saliva de quem está doente.
Objetos contaminados, como roupas, toalhas, roupas de cama e talheres, também podem transmitir o vírus. Agulhas contaminadas, em serviços de saúde ou em estúdios de tatuagem, são outra via. Na gravidez e no parto, o vírus pode passar para o bebê. O contágio por animais infectados ocorre por mordidas, arranhões ou manuseio do animal.
A pessoa pode transmitir a doença desde o início dos sintomas até que todas as crostas caiam e uma pele nova se forme no lugar.
O que ajuda no dia a dia
Estas medidas são recomendadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde:
Quem está doente deve ficar em isolamento até as lesões cicatrizarem e as crostas caírem. Quem teve contato com um caso deve observar se surgem sintomas por 21 dias. Pessoas com HIV devem manter o tratamento antirretroviral, que é o tratamento contínuo contra o HIV. A mpox costuma melhorar sem tratamento específico, mas a avaliação médica é necessária em cada caso.
- Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel, principalmente antes e depois de tocar nas lesões.
- Não compartilhar objetos pessoais, toalhas e roupas de cama.
- Lavar roupas, toalhas e roupas de cama com água e sabão e limpar as superfícies da casa.
- Cobrir as lesões e usar máscara perto de outras pessoas até a cicatrização.
- Não estourar as bolhas, não coçar as lesões e não fazer a barba sobre áreas com lesões.
- Usar preservativo reduz o risco, mas não impede o contágio por contato pele com pele.
Vacina contra a mpox no Brasil
A OMS recomenda a vacina para pessoas com alto risco, principalmente durante surtos, e também após o contato com um caso confirmado. Depois do contato, o ideal é vacinar em até 4 dias. A vacina ainda pode ser aplicada em até 14 dias, se a pessoa não tiver sintomas.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a vacina é indicada antes da exposição para profissionais de laboratório que trabalham com esse tipo de vírus e para pessoas que vivem com HIV/aids e têm a imunidade baixa. Depois da exposição, é indicada para quem teve contato direto de risco médio ou alto com um caso suspeito ou confirmado, após avaliação da vigilância em saúde.
A oferta depende das regras do Ministério da Saúde e da quantidade de doses disponíveis. Para saber se você se enquadra, procure a unidade de saúde ou a secretaria de saúde do seu município.
Quando marcar consulta
Marque consulta se você tiver lesões na pele junto com febre ou gânglios inchados, ou se teve contato com um caso suspeito ou confirmado.
O Ministério da Saúde pede atenção especial para pessoas com HIV/aids, gestantes, pessoas transplantadas, pessoas em tratamento de câncer, crianças e idosos. Enquanto aguarda a avaliação, evite contato próximo com outras pessoas.
Qual especialista procurar e como é a consulta
O ponto de partida é o clínico geral, que avalia os sintomas e encaminha, se for preciso. O infectologista, médico das doenças causadas por vírus e bactérias, e o dermatologista, médico da pele, também podem atender.
Na consulta, o médico pergunta quando os sintomas começaram, examina as lesões e pergunta sobre contatos recentes. Em seguida, orienta sobre o isolamento e indica os próximos passos.
Como se preparar
- Anote a data em que surgiram a febre e as lesões e em quais partes do corpo elas aparecem.
- Liste as pessoas com quem teve contato próximo nos últimos 21 dias e se alguma delas teve sintomas.
- Informe se tem HIV, se está grávida ou se usa medicamentos que baixam a imunidade.
- Avise ao agendar que há lesões na pele, para o serviço orientar o atendimento.
- Vá de máscara e com as lesões cobertas.
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Perguntas frequentes
Mpox e varíola dos macacos são a mesma doença?
Sim. Mpox é o nome atual da doença antes chamada de varíola dos macacos. A OMS adota o nome mpox.
Quanto tempo dura a mpox?
Em geral, de 2 a 4 semanas. Pode durar mais em pessoas com a imunidade enfraquecida. A pessoa deixa de transmitir quando todas as crostas caem e a pele nova se forma.
Mpox passa por beijo, abraço ou roupa?
Sim. O vírus passa por contato próximo, incluindo contato pele com pele e boca com boca. Roupas, toalhas e roupas de cama contaminadas também podem transmitir. Lavar as mãos e não compartilhar objetos pessoais reduz esse risco.
Quem pode tomar a vacina contra a mpox no Brasil?
Segundo o Ministério da Saúde, profissionais de laboratório que lidam com esse tipo de vírus e pessoas que vivem com HIV/aids com imunidade baixa podem receber antes da exposição. Quem teve contato de risco com um caso pode receber depois, após avaliação da vigilância em saúde. A oferta depende das regras do Ministério e das doses disponíveis.
Estou com bolhas na pele e febre. O que devo fazer?
Procure atendimento médico e evite contato próximo com outras pessoas enquanto aguarda. Cubra as lesões, lave as mãos com frequência e não estoure as bolhas. Se surgir algum sinal de urgência, ligue para o 192 ou vá a um pronto-socorro.
Fontes consultadas
Conteúdo informativo baseado em fontes científicas e órgãos oficiais de saúde. Publicado em 5 de novembro de 2026. Não substitui a avaliação de um profissional.