Resposta rápida: Pré-diabetes é a fase em que o açúcar no sangue está acima do normal, mas ainda abaixo do nível que define o diabetes. Exames de sangue mostram o quadro. Perder peso, praticar atividade física e comer melhor ajudam a evitar que ele evolua para o diabetes tipo 2.
O que é pré-diabetes
O pré-diabetes acontece quando a glicemia, que é o açúcar no sangue, fica acima do normal, mas ainda não chega ao nível do diabetes. O Ministério da Saúde descreve essa fase como a única etapa da doença que ainda pode ser revertida.
Quem tem pré-diabetes tem mais chance de desenvolver diabetes tipo 2, doença do coração e AVC (derrame). Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2.
Em geral, o pré-diabetes não causa sintomas. Algumas pessoas apresentam pele mais escura na axila ou na parte de trás do pescoço. Por isso, o exame de sangue é a forma de saber se existe o problema.
Quais exames mostram o pré-diabetes
A Sociedade Brasileira de Diabetes usa três exames de sangue para o diagnóstico.
Se apenas um exame vier alterado, a diretriz orienta repeti-lo para confirmar. Quem interpreta o resultado é o médico.
- Glicemia de jejum: normal abaixo de 100 mg/dl. Pré-diabetes de 100 a 125 mg/dl. Diabetes a partir de 126 mg/dl.
- Teste oral de tolerância à glicose (TTGO), medido 2 horas depois de tomar uma bebida com glicose: normal abaixo de 140 mg/dl. Pré-diabetes de 140 a 199 mg/dl. Diabetes a partir de 200 mg/dl.
- Hemoglobina glicada (HbA1c), exame que mostra a média do açúcar no sangue dos últimos 3 meses: normal abaixo de 5,7%. Pré-diabetes de 5,7% a 6,4%. Diabetes a partir de 6,5%.
Causas mais comuns
Na maior parte dos casos, o corpo não usa bem a insulina, hormônio que leva o açúcar do sangue para dentro das células. Excesso de peso e falta de atividade física são fatores importantes.
A MedlinePlus lista outros fatores de risco:
O Ministério da Saúde também associa o diabetes tipo 2 a hábitos alimentares inadequados.
- idade de 45 anos ou mais;
- pais ou irmãos com diabetes;
- pressão alta;
- colesterol bom (HDL) baixo ou triglicerídeos altos;
- diabetes na gravidez;
- síndrome dos ovários policísticos;
- histórico de doença do coração ou AVC.
O que ajuda no dia a dia
O Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos (NIDDK) indica medidas para prevenir ou adiar o diabetes tipo 2:
O Ministério da Saúde acrescenta que se deve evitar álcool, tabaco e outras drogas. Em alguns casos, o médico pode indicar medicamento. Essa decisão é do médico, e nenhum remédio deve ser usado por conta própria.
- Perder de 5% a 7% do peso inicial. Para quem pesa 100 kg, isso equivale a 5 a 7 kg.
- Fazer pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, 5 dias por semana. Quem está parado deve começar devagar e pedir orientação a um profissional de saúde.
- Comer porções menores, escolher alimentos com menos gordura e trocar bebidas açucaradas por água.
Quando marcar consulta
Marque consulta se você tem um ou mais fatores de risco, mesmo sem sintomas. Isso vale também para quem tem 45 anos ou mais. Procure atendimento depois de qualquer exame com glicemia alterada.
Mulheres que tiveram diabetes na gravidez devem fazer o teste de 6 a 12 semanas após o parto. Se o resultado for normal, o NIDDK orienta repetir o teste a cada 3 anos.
O Ministério da Saúde orienta procurar um serviço de saúde diante de sintomas como:
- sede e fome excessivas;
- vontade de urinar muitas vezes ao dia;
- cansaço;
- visão embaçada;
- formigamento nas mãos e nos pés;
- feridas que demoram a cicatrizar.
Qual especialista procurar e como é a consulta
O endocrinologista é o médico que cuida dos hormônios e do açúcar no sangue. O clínico geral também pode pedir os primeiros exames. No SUS, o caminho começa na unidade básica de saúde.
Na consulta, os fatores de risco citados acima são o ponto de partida da conversa. O médico avalia os resultados dos exames e orienta as mudanças de hábitos. O Ministério da Saúde recomenda acompanhar também a pressão alta e as alterações de gordura no sangue.
Como se preparar
Para a glicemia de jejum, fique pelo menos 8 horas sem ingerir alimentos ou bebidas com calorias, como orienta a Sociedade Brasileira de Diabetes. Siga as instruções do laboratório sobre água e medicamentos.
Para o TTGO, a diretriz pede ter comido pelo menos 150 g de carboidratos por dia nos três dias anteriores ao teste. Leve os exames antigos, a lista de remédios em uso e a informação sobre parentes com diabetes.
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Perguntas frequentes
Pré-diabetes tem cura?
O pré-diabetes pode ser revertido. O Ministério da Saúde afirma que essa é a única fase da doença em que isso ainda é possível. Alimentação adequada e atividade física são os principais cuidados.
Qual valor de glicemia indica pré-diabetes?
Em jejum, o valor fica entre 100 e 125 mg/dl, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. Na hemoglobina glicada, fica entre 5,7% e 6,4%. Somente o médico pode confirmar o diagnóstico.
Pré-diabetes dá sintoma?
Em geral, não. Algumas pessoas têm pele mais escura na axila ou na parte de trás do pescoço. Por isso, quem tem fatores de risco deve fazer exames mesmo sem sentir nada.
Preciso tomar remédio para pré-diabetes?
Nem sempre. A MedlinePlus informa que, em alguns casos, o médico pode recomendar medicamento. O mais comum é começar pela mudança de hábitos.
Quanto peso preciso perder para evitar o diabetes tipo 2?
O NIDDK indica perder de 5% a 7% do peso inicial. Quem pesa 100 kg, por exemplo, precisa perder de 5 a 7 kg. Essa perda deve vir junto com atividade física e alimentação adequada.
Fontes consultadas
Conteúdo informativo baseado em fontes científicas e órgãos oficiais de saúde. Publicado em 5 de novembro de 2026. Não substitui a avaliação de um profissional.