Coração

Sinais de AVC e o que fazer na hora

Resposta rápida: Os sinais mais comuns de AVC são fraqueza ou formigamento de um lado do corpo, rosto torto, dificuldade para falar, confusão, perda de equilíbrio, alteração da visão e dor de cabeça forte e repentina. Diante de qualquer um deles, ligue na hora para o SAMU (192), mesmo que os sintomas passem.

O que é o AVC

AVC é a sigla de acidente vascular cerebral, também chamado de derrame. Ele acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem. Sem circulação de sangue, parte do cérebro deixa de funcionar. Segundo o Ministério da Saúde, quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação.

Existem dois tipos principais. No AVC isquêmico, uma artéria fica bloqueada e as células do cérebro ficam sem oxigênio. É o tipo mais comum. No AVC hemorrágico, um vaso do cérebro se rompe e causa sangramento.

Há também o ataque isquêmico transitório (AIT), conhecido como mini AVC. Ele causa sintomas parecidos com os do AVC, que passam sozinhos em minutos ou horas e somem por completo em até 24 horas. O AIT é um aviso sério de que um AVC pode acontecer.

Como reconhecer e o que fazer na hora

Os principais sinais de alerta, para qualquer tipo de AVC, são:

Um teste rápido ajuda a identificar o problema. Peça à pessoa que sorria, que levante os dois braços e que repita uma frase simples. Boca torta de um lado, um braço que cai ou fala enrolada ou estranha são motivo para chamar socorro.

Ao notar qualquer sinal, ligue para o SAMU (192) ou para os Bombeiros (193). Anote a hora em que os sintomas começaram, porque essa informação ajuda a equipe a escolher o tratamento. Não dirija até o hospital. Na ambulância, o atendimento pode começar no caminho. Chame o socorro mesmo que os sintomas tenham desaparecido.

  • fraqueza ou formigamento de um lado do corpo (rosto, braço ou perna);
  • dificuldade para falar ou para entender o que é dito;
  • confusão mental ou desorientação;
  • alteração da visão em um ou nos dois olhos;
  • perda de equilíbrio, de coordenação ou tontura;
  • dor de cabeça repentina e forte, sem causa aparente.

Causas mais comuns

No AVC isquêmico, a causa é um coágulo (um bolo de sangue endurecido) que bloqueia uma artéria do cérebro. Esse coágulo pode se formar no próprio vaso ou vir de outra parte do corpo. No AVC hemorrágico, a principal causa é a pressão alta sem controle. Outra causa é a ruptura de aneurisma, que é um ponto frágil e dilatado na parede de um vaso.

Segundo o Ministério da Saúde, aumentam o risco:

O serviço de saúde do Reino Unido (NHS) também cita a fibrilação atrial, que são batimentos do coração irregulares e muitas vezes rápidos.

  • pressão alta;
  • diabetes tipo 2;
  • colesterol alto;
  • sobrepeso e obesidade;
  • tabagismo e uso excessivo de álcool;
  • sedentarismo;
  • uso de drogas ilícitas;
  • idade avançada;
  • histórico na família.

O que ajuda no dia a dia

As medidas de prevenção recomendadas são:

Quem tem pressão alta ou diabetes deve tomar os remédios indicados pelo médico e procurá-lo se tiver algum problema com eles. Quem já teve AVC ou AIT corre mais risco de ter outro, e por isso essas medidas são ainda mais necessárias.

  • não fumar;
  • evitar álcool e não usar drogas ilícitas;
  • ter alimentação saudável e peso adequado;
  • praticar atividade física com regularidade;
  • manter a pressão arterial e a glicose (açúcar no sangue) sob controle.

Quando marcar consulta

Sinais de AVC no momento são caso de emergência, não de consulta marcada. Se os sintomas apareceram e já passaram, ligue para o 192 do mesmo jeito. Se aconteceram há mais tempo e você não procurou ajuda na época, busque avaliação médica com urgência, pois um AIT pode ser o aviso de um AVC.

Marque uma consulta se você tem pressão alta, diabetes, colesterol alto, problema no ritmo do coração ou casos de AVC na família. Marque também se fuma ou tem outros fatores de risco da lista acima. Depois de um AVC, o acompanhamento médico inclui a reabilitação.

Qual especialista e como é a consulta

O neurologista é o médico que cuida das doenças do cérebro e dos nervos, e é por ele que se começa. O Ministério da Saúde informa que o tratamento deve ser indicado por médico especialista, de acordo com cada caso. O controle da pressão, do diabetes e do colesterol pode envolver também o clínico geral ou o cardiologista.

Na consulta, o médico pergunta sobre os sintomas, as doenças que você tem e os remédios que usa. Para saber se houve AVC e de que tipo, ele pode pedir exames de sangue, tomografia, ressonância magnética, ultrassom dos vasos do pescoço e exames do coração. Em situação de urgência, esses exames são feitos no hospital.

Como se preparar

Antes da consulta, anote quando os sintomas começaram, quanto tempo duraram e como eram. Leve a lista de todos os remédios que usa e os resultados de exames anteriores. Anote também se há casos de AVC, pressão alta ou diabetes na família. Se possível, vá com um acompanhante, que pode ajudar a contar o que aconteceu. Leve documento com foto e a carteirinha do convênio, se tiver.

É urgência?

Marque o que você está sentindo agora. Isto não é diagnóstico.

Nenhum sinal de urgência marcado. Agende uma consulta para avaliar com calma.
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Perguntas frequentes

Como saber se é AVC?

Observe se há rosto torto, braço que não sobe ou cai e fala enrolada. Outros sinais são fraqueza de um lado do corpo, confusão, alteração da visão, perda de equilíbrio e dor de cabeça forte e repentina. Qualquer um desses sinais já é motivo para ligar para o 192.

O mini AVC precisa de atendimento mesmo se os sintomas passaram?

Sim. Nos primeiros momentos não é possível saber se é um mini AVC ou um AVC completo. O mini AVC é um aviso sério, e a avaliação médica ajuda a reduzir o risco de um AVC.

Posso levar a pessoa de carro ao hospital?

O melhor é ligar para o 192, pois a equipe da ambulância pode começar o atendimento no caminho. As fontes consultadas orientam a não ir dirigindo por conta própria. O Ministério da Saúde orienta que a pessoa chegue ao hospital sem demora.

AVC e derrame são a mesma coisa?

Sim. Derrame é o nome popular do AVC. Os dois termos se referem ao entupimento ou ao rompimento de um vaso que leva sangue ao cérebro.

Dá para prevenir o AVC?

É possível reduzir o risco. Não fumar, evitar álcool em excesso, comer bem, manter o peso adequado e praticar atividade física ajudam. Manter a pressão e a glicose sob controle também reduz o risco.

Fontes consultadas

Conteúdo informativo baseado em fontes científicas e órgãos oficiais de saúde. Publicado em 4 de novembro de 2026. Não substitui a avaliação de um profissional.

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